domingo, 8 de junho de 2014

Deixa de bobeira. Deixa de bobagem. Já virou sacanagem!

À véspera de mais uma Copa do Mundo, o brasileiro – escrevo isso generalizando um sentimento particular – tem emoções de marido traído, no mais puro estilo de Nelson Rodrigues. Se, por um lado, vemos que o legado da Copa vai ser um monte de obras inacabadas ou não iniciadas, uma dívida enorme a pagar e alguns belos estádios a admirar, por outro, ainda ficamos fascinados pelo encantamento que o espetáculo proporciona e pela possibilidade real e concreta de sermos mais uma vez campeões mundiais.

Lembro-me bem de como foi diferente o sentimento que uma amiga minha teve na Copa da Alemanha em 2006. Como alemã, mas residindo e estudando no Brasil, ela retornou ao seu país para passar as férias e curtir o evento. Após a Copa, ao voltar ao Brasil para concluir seus estudos, ela me relatou o quanto o seu país havia mudado com a Copa. Não que a Copa tivesse sido prerrogativa para trazer investimentos ou melhorias públicas. Certamente isso também aconteceu por lá. Mas, a Alemanha não é o Brasil e, portanto, não precisa de eventos midiáticos como a Copa ou as Olimpíadas para proporcionar o desenvolvimento. Ela falava da mudança na visão de seu povo sobre eles mesmos. Na autoestima do povo alemão. Para ela, as lembranças e o peso da II Guerra Mundial haviam encerrado ali na Copa e que os jovens já não carregavam nas suas costas a culpa do passado. A Copa foi, portanto, um momento de celebração e reencontro da Alemanha com e para o mundo. Tanto é assim que vimos na cerimônia dos 70 anos do dia D a presidente Angela Merkel ao lado dos representantes de outros países que, na época da Guerra, eram seus inimigos.

Aqui no Brasil a situação é bem diferente. À presidente Dilma foi recomendada não ir à abertura da Copa para não ser vaiada, assim como aconteceu na Copa das Confederações. Isso, mais que um simples cuidado com a imagem da presidente, é a reverberação de um país no qual sua população está dividida entre o prazer e a tortura. Para abafar o caso, nunca se gastou tanto na história desse país com propaganda governamental. Não há um comercial que não se veja uma propaganda direta ou indireta do governo. Estamos vivendo uma verdadeira ditadura da mídia comandada pelo governo de plantão. O pior é que, na maioria das vezes, são propagandas falaciosas e alienantes, que só servem para calar a opinião pública ou dar resposta às acusações da dita mídia imperialista. Não por acaso, a mesma mídia imperialista que recebe rios de dinheiro do Governo.

Em algumas dessas propagandas são tão evidentes a tentativa de ludibriar o brasileiro que parece que o Governo tem a total certeza da imbecilidade geral da nação. Foi o caso da propaganda da transposição do rio São Francisco, obra faraônica que engana os nordestinos na promessa desvairada de acabar com seca por meio de um canal redentor. Ao mesmo tempo em que o Governo gastava milhões na transmissão dessa propaganda nas mídias imperialistas mais caras do Nordeste, registrava-se uma seca que se arrastava e ainda se arrasta por três anos e denúncias de desperdício de dinheiro na compra de cisternas não utilizadas. A obra da transposição, evidentemente atrasada, é um afronta a qualquer projeto que se possa imaginar bem feito. Certamente não vai ficar pronta nessa gestão, nem na próxima e muito menos nos limites do orçamento aprovado. Outro caso, aqui no Rio, é a propagando do investimento do Governo na melhoria da educação. Ao mesmo tempo em que o Governo gasta dinheiro na TV dizendo que vai construir mais de duzentas unidades educacionais e que essa gestão é a que mais se importa com a educação, os professores fazem manifestações e paralisações por melhorias salariais e nas condições de trabalho. Onde foi parar a coerência?

Se as propagandas são falaciosas, os depoimentos não são menos lunáticos. Algo de quem tem a pura certeza do entorpecimento e da asneira da população. O episódio dos médicos cubanos é um exemplo claro disso. Com o argumento de que os médicos brasileiros são mercenários, o Governo brasileiro importa trabalho escravo cubano na tentativa de remediar com Merthiolate o câncer da saúde pública, esquecendo os rios de dinheiro desviados nas compras superfaturadas dos hospitais públicos e na péssima gestão dos plantões médicos. Esse episódio e o da patética e irresponsável redução das tarifas elétricas e suas justificativas mais cabeludas possíveis dão o tom das tentativas desenfreadas de ludibriar o povo. O ministro da aviação civil, Moreira Franco, outro exemplo, afirmava há três meses que os aeroportos estariam em plena condição para a Copa. Seria para dar muita gargalhada! Mas, é trágico ver o aeroporto de Brasília ser alagado na primeira chuva que caiu após a inauguração de sua ampliação, ou ficar esperando uma mala que não aparece nunca em um galpão improvisado no Galeão, ou ainda aguentar em pé e no calor o atraso dos voos no aeroporto de Vitória. Interessante mesmo é ver a performance do ministro dos esportes, o comunista Aldo Rebelo. Na pose de seu denso bigode, Rebelo não consegue segurar o incômodo que é dar justificativas sobre os gastos e o legado da Copa. Acredito que essa atividade que usa intensamente óleo de peroba na cara tenha ficado ainda mais difícil depois da garfe suicida da filha de Ricardo Teixeira, Joana Havelange, que postou em seu Instagram que o que já tinha de ser roubado e gasto com a Copa já foi e que agora era para simplesmente torcer. Querendo tapar o sol com a peneira, foi também o que pediram a presidente Dilma e o presidente da FIFA, Joseph Blatter.

Mas, eu pergunto: como o povo pode torcer se nem pode comprar uma camisa oficial da seleção? O preço de uma camisa oficial é R$ 225, ou seja, aproximadamente 1/3 do salário mínimo. Devemos comprar uma pirata? E se o cidadão quiser comprar um ingresso para Copa, ai eu deixo com vocês o palpite do preço que ele terá de pagar. Paga-se muito nesse pais e se recebe muito pouco. Mês passado o brasileiro acabou de pagar o que devia ao seu país. Ou seja, 5 meses anuais de nossas vidas inteiramente destinados a financiar, por meio dos impostos, tudo isso:  Copa, médicos cubanos, redução da tarifa da energia elétrica, transposição do Rio São Francisco, investimento na educação e outras maravilhas dessa gestão. Eu, como sou mais estúpido que os demais brasileiros, ainda gasto mais um mês no trajeto casa-trabalho e trabalho-casa, pois a velocidade média do ônibus que pego é de 10 km/h, dado o engarrafamento caótico e diário do Rio de Janeiro (há cidades piores). Portanto, no meu caso, são 6 meses por ano de vida dada à nação. Se considerar que ainda pago escola e saúde particulares, essa conta sobe mais.

Quando eu paro para pensar nisso, logo me vem à cabeça a letra da música de Zé Paulo, um dos hits de sucesso do axé do século passado:

A gente não pode comer arroz
A gente não pode comer feijão
Ainda tem que andar descalço
Sem ter que pisar no chão

Deixa de bobeira
Deixa de bobagem
Já virou
Sacanagem







Imagem do site: https://andradetalis.wordpress.com/2013/05/23/para-arranjar-um-emprego-temporario-voce-tem-que-estudar/




sábado, 24 de maio de 2014

O fim do macho tradicional!

Antes de tudo, esse post não é um lamento e sim uma constatação. Já havia escrito neste blog ou dito para alguém ou, até mesmo, pensado em meus inúmeros devaneios que o homem – Por que não falar: o macho tradicional? – é o verdadeiro sexo frágil. Não é falácia não! Observem as estatísticas e as tendências que vocês concordarão comigo.
Pois bem, se verificarmos direito veremos que o macho leva desvantagem em quase tudo.  No quesito biológico, por exemplo, o sexo feminino é mais resistente às doenças e, não por acaso, as mulheres têm longevidade maior, em média, sete anos a mais que a dos homens. Olhando para a educação, outro quesito importante, pois é o definidor do sucesso ou fracasso em nossa sociedade do conhecimento, as meninas dão um banho nos meninos no número de anos de estudo e, consequentemente, na qualidade do mesmo. Vendo as organizações podemos ainda pensar que os homens as dominam, mas essa é uma situação que logo se reverterá, pois as mulheres são mais sensíveis e, juntando com os estudos, estão cada vez mais ocupando postos de liderança. E, para não me alongar demasiadamente, olhando para a sociedade, verificamos que as mulheres são mais civilizadas que os homens, tanto é assim que os principais programas assistencialistas do governo são direcionados ou têm a mulher como eixo principal, pois o homens se perdem em inúmeras mortes violentas até os trinta anos de idade.
Como se pode notar, são muitas as áreas em que as mulheres vêm superando ou se igualando ao macho tradicional e ajudando a imprimir nele uma nova forma de se comportar na sociedade. Ou seja, o macho tradicional é uma espécie em perigo e, se brincar, em extinção. Antes, o homem ou era macho ou não era macho. Era tudo simples. Ou era ou não era. Não havia estresse. Hoje é tudo complicado. O homem pode ser homem e não ser macho e já se pode ser macho sem ser homem. Há um tal de metrosexual. Há os homens da geração Y. Como se pode ser macho levando esse estigma “Y” logo de entrada? Há os simpatizantes, que não se sabe bem o limite dessa simpatia. Há as siglas infinitas, como as dos GLSTB... Só com o Google mesmo é que se descobre o que significa. O certo é que está tudo muito confuso e sem espaço para o macho tradicional.
Nessa semana, vivenciei uma situação bem peculiar e que representa a perda de espaço no mundo para o macho tradicional: um simples corte de cabelo. Lembro-me bem como era simples cortar cabelo. Meu pai me levava a uma barbearia e o “cabra” cortava o cabelo. Pronto! Simples. A barbearia tinha um espelho, um barbeiro e muito cabelo no chão. O barbeiro não perguntava como você queria cortar o cabelo e tudo dava certo no final, pois só havia um tipo de corte mesmo. Quando adolescente, em Campina Grande, eu frequentava uma barbearia que ficava na Feira Central e, por isso, abria cedo para atender aos clientes de outros municípios que iam à feira para vender ou comprar. Lá era o único lugar que servia sopa aos clientes que cortavam o cabelo, para dar sustança à lida de um dia de feira. Meu pai, macho tradicional como é, até hoje espera para poder cortar com um barbeiro no centro de Campina. O mesmo há uns 25 anos. Nessa barbearia não há sopa e o corte custa 8 reais. Ou seja, o macho tradicional não vai ao cabeleireiro – palavra difícil de pronunciar. O macho vai ao barbeiro, que é canto de macho.
O problema é que não há mais barbeiro na cidade. Em uma proporção razoável, deve haver no mínimo 20 cabeleireiros para cada barbeiro. Observando isso, vendo essa demanda aparentemente reprimida, um empreendedor do Rio resolveu montar uma barbearia na Barra da Tijuca. Ele criou um ambiente muito legal, para machos. Decoração sóbria, música para macho (blues), revista masculina à vontade (Playboy, Sexy, Hustler, Motor, Exame, Veja, etc..) e uma belíssima máquina de chope – ótima por sinal: Mistura Clássica – logo na entrada. Foi nessa barbearia que eu definitivamente enterrei as esperanças de que há algum espaço para o macho tradicional nesse mundo.
O primeiro motivo para isso foi que em um lugar especialmente projetado para homens (machos), havia tanta mulher quanto homem. Descontados os barbeiros em serviço e um senhor que estava ali com seus dois filhos pequenininhos para cortar os cabelos, todos os outros homens que estavam lá tinham uma mulher os acompanhando: mãe, esposa, namorada ou periguete. Além de ser um absurdo por si só – pois os machos não vão aos salões de beleza ficar acompanhando as mulheres pintarem as unhas ou fazerem permanentes em seus cabelos – se torna um absurdo ainda maior sabendo que a barbearia está localizada dentro de um shopping, o que me leva a perguntar: o que faziam aquelas mulheres ali sentadas esperando, enquanto havia uma porrada de lojas a serem exploradas? Isso me leva ao segundo motivo.
A mulherada simplesmente estava no controle absoluto da situação. Elas não estavam simplesmente esperando, estavam ditando o comportamento de seus machos. Todas com olhares ameaçadores para os seus pobres homens que, de tão tímidos e reprimidos, não se ouvia qualquer barulho ou conversa. Onde já se viu uma barbearia silenciosa? Barbearia é por natureza um lugar barulhento, lugar de bravatas, lugar onde se fala de política, de esporte e de mulher, principalmente aquelas das revistas. Todas as barbearias eram assim, menos aquela ali, que só se ouvia o blues tocando, o som das tesouras cortando e as ordens femininas, que a todo instante ditavam o como e o quanto os cabelos dos machos deveriam ser cortados. Aquilo ali era mais um petshop do que uma barbearia. Menos mal pelo blues!
O terceiro motivo é que, apesar de ter uma máquina de chope e da barbearia dar de graça um chope a cada cabelo cortado, nenhum homem estava bebendo. Isso é um pecado! Onde já se viu ter chope de graça e ninguém aproveitando? Para não dizer que ninguém aproveitou, quando soube disto eu pedi um para mim e fui acompanhado pelo senhor com os filhos. Resumindo: apenas os dois homens desacompanhados estavam bebendo o que tinham de direito, todos os outros estavam quietinhos. Isso é um fato aterrorizante e o próximo é mais ainda.
O quarto motivo é o mais evidente da total falta de ambiente para o macho tradicional. Muito embora tivesse um volume considerável de revistas masculinas nenhum homem ousou abrir qualquer uma das revistas de mulher pelada. Eu imagino e senti na pele a tensão que dá ver a Playboy do mês ali na sua frente e ter de ignorar isso. Eu, como não tinha nenhuma fiscal a me controlar, ousei abrir uma Sexy e fui lenta e cuidadosamente passando as páginas, fingindo me interessar pelos textos e colunas, doido para chegar às fotos. Foi um misto de vontade de ver o conteúdo e o medo da repressão expressa nos olhares ao meu redor. Mas, fui em frente e vi o que tinha de direito. Talvez por medo, pena ou companheirismo aos demais desafortunados que estavam presentes e vigiados, eu parei apenas na primeira revista e me aquietei. Em um ambiente natural do macho, não só abriríamos todas as revistas como comentaríamos e até diríamos em alto e bom tom: que bunda gostosa!
Por fim, para acabar de vez com tudo e decretar o fim ou a inutilidade do macho tradicional, chegou um casal jovem ao estabelecimento. Eu, nessa hora, já estava no segundo chope e doido para ir embora. O casal em questão aproximou-se do balcão de chope. O rapaz não abriu a boca e a garota disse claramente para o atendente: ele vai cortar o cabelo e o chope é para mim.
Talvez já seja verdade o que diz um comediante: homem é que nem vassoura, retire-lhe o cabo e não serve mais para nada. Decretado o fim do macho tradicional!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Black Bloc Tupiniquim

Vamos ser honestos? Adoramos sentir que fazemos parte do mundo. Acho que essa necessidade surge de nosso sentimento de inferioridade, quando queremos copiar tudo que é de fora do país. Não que o que vem de fora seja bom ou ruim, mas à primeira manifestação singular que apareça por aqui queremos logo identificar um parentesco estrangeiro para legitimar o fenômeno. Assim é com nossos costumes, valores, arquitetura, moda, sotaque, culinária etc. Mais uma vez, não tem nada de errado em valorizar cada uma das origens culturais e étnicas de nosso povo, mas não precisamos rotular precipitadamente tudo que surge no imediato para se achar uma justificativa a nossa existência singular, do jeito que é.

Falo isso porque, com o início dessa onda de protestos e manifestações que tomou conta das maiores cidades do país, há quase um ano, apareceu, do nada, um novo movimento social que foi logo batizado com um nome inglês, o tal do “Black Bloc”. Não vou gastar meu tempo fazendo uma pesquisa na literatura que fala sobre o movimento anarquista, ao qual se imagina que esses mascarados fazem parte. Até que seria interessante conhecer e falar sobre o movimento anarquista, mas acho que não seria o caso, tampouco esse pseudomovimento mereceria isso. Para ser fidedigno como o “Black Bloc” tupiniquim, dedico-me a buscar seu significado no que há de mais imediato e urgente: o Wikipedia. Pois bem, segundo o Wikipedia:

Black bloc é o nome dado a uma estratégia de manifestação e protesto anarquista, na qual grupos de afinidade mascarados e vestidos de preto se reúnem com objetivo de protestar em manifestações anti-globalização e/ou anti-capitalistas, conferências de representacionistas entre outras ocasiões, utilizando a propaganda pela ação para questionar o sistema vigente.
As roupas e máscaras pretas que dão nome à estratégia são usadas para dificultar ou mesmo impedir qualquer tipo de identificação pelas autoridades, também com a finalidade de parecer uma única massa imensa, promovendo solidariedade entre seus participantes.
Black Blocs se diferenciam de outros grupos anti-capitalistas por rotineiramente se utilizarem da destruição da propriedade privada para trazer atenção para sua oposição contra corporações multinacionais e aos apoios e às vantagens recebidas dos governos ocidentais por essas companhias.


Como em nossa terra nada do que parece é de fato o que é e a imagem conta mais do que as reais intenções, faço a você, meu estimado leitor, a seguinte pergunta: por que cargas d’água um jovem sai de casa e vai quebrar a propriedade pública e privada sob o risco de ser preso, sair machucado ou, até mesmo, não voltar vivo para casa? O que motiva os membros desse aglomerado de gente mascarada a serem tão enérgicos, destrutivos, explosivos, intransigentes e impessoais? Por que tanta revolta, expressa na destruição, sem qualquer reivindicação inteligível? Se é um movimento, quem são os líderes e como os membros se organizam? Por que se dizem anti-capitalistas, mas vestem Nike, falam pelo Iphone e registram as imagens com uma Nikon? Não há como negar sua ação midiática, nem esperar uma manifestação sem sua presença. Se são tão previsíveis, por que ninguém os prende? Por que ninguém os entrevista para conhecer suas reivindicações e propostas?

Não duvidemos de nossos líderes, eles são muito inteligentes. São mais inteligentes que nós. Na economia se sabe que não há almoço de graça. Na sociologia se sabe que não há movimentação desinteressada. Na política se sabe que não há lado. E, na guerra, sabe-se que qualquer estratégia para vencer é válida.

A minha hipótese é óbvia. Nosso “Black Bloc” não passa de um grupo de arruaceiros bem pagos para promover a desmoralização dos movimentos legítimos de massa. Intriga de minha oposição? Então... Por que os movimentos perderam força? Por que o “Black Bloc” só aparece no final para gerar confusão? Por que nunca seus membros são presos e apresentados ao público? Por que há tanta incompetência de nossa polícia em identificar um integrante dessa corja?


Até quando alguém resolver “abrir o bico” e falar em troca de alguns trocados, veremos cenas lamentáveis que só nos entristecerão. Lojas sendo saqueadas; bancas de jornais destruídas; patrimônio público depredado; agências bancárias destroçadas; órgãos públicos invadidos; paredes e prédios pichados; polícia desorientada, desencorajada, incapaz e imoral; empregados perdendo emprego porque seus patrões perderam suas lojas; cadeirantes sem ter como usar os meios de transporte porque seus aparatos de acesso foram destruídos; e, o pior, nossa liberdade de ir, vir e protestar tolhida.

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